quinta-feira, 16 de abril de 2020

Mensageiro de Boas Novas e não de Fake News


Leia Isaías 52.7-12

“Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: “O seu Deus reina”! (Isaías 52.7)

Todo discípulo de Jesus é chamado a ser um mensageiro de boas-novas. Vivemos um tempo onde a propagação de mensagens caóticas, mentirosas e caluniosas, as chamadas “fake news” estão se multiplicando com o advento das redes sociais. E compartilhar tais mensagens é ser conivente com a propagação de uma mentira. Infelizmente, muitos discípulos de Jesus têm incorrido nestes erros, talvez involuntariamente ou não. E isto é grave ao imaginar que fomos chamados pelo Senhor a proclamar as boas-novas, especialmente neste tempo de profunda crise humanitária que vivenciamos.
Por isso, é importante analisarmos o texto de Isaías 52.7. A imagem do mensageiro, que Isaías aponta em sua profecia, é bem sugestiva em relação ao momento em que o povo de Deus enfrentava uma de suas maiores crises, o exílio babilônico. Tal pregação profética faz parte de um conjunto de profecias isaiânicas, que vai do cap. 40 ao 55, surgidas neste período de crise com o propósito de trazer esperança ao povo. Este conjunto de textos proféticos também é conhecido como o “livro da consolação” (40.27-31; 41.8-16; 43.1-7; 44.1-2 etc.) e a consolação consiste na libertação do jugo opressor babilônico (40-48) e o regresso à terra prometida (49-55).
Pois bem, o cap. 52.7-12 retrata a volta do Senhor para casa, o Sião e esta volta significa a condução do povo liberto da opressão de volta à Terra Prometida. O cenário apontado na profecia é de grande expectativa, pois os “atalaias” (v.8), que representa o povo aflito e machucado pelo exílio, estão à espreita aguardando a chegada do mensageiro e sua notícia.
O profeta destaca os “pés formosos” do mensageiro (v.7). O mensageiro tem por característica a rapidez dos seus pés, pois tem a responsabilidade de entregar a notícia o mais rápido que pode. E diante da qualidade da mensagem que ele carrega não tem como deixar de expressar que realmente os seus pés são formosos. Na verdade, todos os pés daqueles que anunciam a mensagem de Deus são formosos!
E Isaías descreve o mensageiro como o portador das boas-novas e elas retratam a salvação divina. A mensagem é tríplice: “paz”, “coisas boas” e “salvação – Deus reina”. 1) a paz indica o restabelecimento de todas as coisas, inclusive das relações, especialmente de Deus para com seu povo.  O termo “paz” (shalom) significa muito mais do que mera ausência de guerra. Ela denota inteireza, integridade, harmonia e realização. “Shalom é o resultado da atividade divina na aliança (berit) e também o resultado da retidão (Is 32.17) (...) na maioria dos casos shalom descreve o estado de plenitude e realização, que é resultado da presença de Deus” (HARRIS (org.), 1998, p. 1573). 2) As “coisas boas” representam a harmonia e a bênção da criação e lega uma condição na qual os propósitos da criação são concretizados (bem, tob; cf. Gn1.4,10 etc.). 3) A salvação remonta a libertação da escravidão, mas particularmente da escravidão resultante do pecado. Todas estas características da mensagem de salvação do mensageiro apontam para o reinado de Deus, ou seja, onde o Senhor reina há paz, o bem e a salvação.
É interessante notar que todo o conceito de boas-novas impressa na profecia de Isaías passou a ser um marco referencial para a fé bíblica. Inclusive ela se harmoniza com o pensamento cristão a partir da palavra “evangelho” (euangelion). Jesus instruiu seus discípulos a saírem pelas ruas anunciando as boas-novas (Mt 10.1-7) e Paulo, em Romanos 10.15, aponta para a importância de pregar as boas-novas citando a profecia de Isaías 52.7. Portanto, os cristãos primitivos em harmonia com Isaías entenderam que a proclamação das boas-novas do reinado de Deus compreende uma mensagem de paz, bem e salvação.
Portanto, neste tempo de crise que estamos passando existem milhares de pessoas que estão aflitas e como a figura de linguagem de Isaías elas são como os atalaias que vigiam os muros das cidades esperando a chegada do mensageiro que possa trazer as boas-novas. Nós, discípulos de Jesus, que possamos ser esses mensageiros que exerçam seu chamado de proclamar as boas-novas de paz, bem e salvação.

Com amor,
Pr. Daniel Neves Stephen

Referência Bibliográfica
HARRIS, Laird (Org.). Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.
MOTYER, Alec. O comentário de Isaías. São Paulo: Shedd publicações, 2016.
OSWALT, John. Isaías: Volume 2 – capítulos 40-66. São Paulo: Cultura Cristã, 2011.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

A vitória na quarentena


Texto base: Isaías 36-37

“Agora, ó Senhor, nosso Deus, livra-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor”. Isaías 37.20
           
            Já dizia o velho ditado: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Talvez este ditado faça sentido para o que estamos vivenciando em nosso país com a pandemia do COVID-19, especialmente quando nos é recomendado o isolamento social na forma horizontal (total), a famosa “quarentena”, como um meio de evitar a propagação do vírus e isto venha trazer o colapso no sistema de saúde. Por outro lado, existe uma corrente de pensamento que apregoa que a “quarentena horizontal” afetará drasticamente a economia e isto traria outros problemas graves como a fome, empresas falindo (desemprego) e, possivelmente, um caos social. Estar no lugar de um de nossos governantes neste tempo não seria uma tarefa fácil, pois seja lá qual decisão que seja tomada afetaria consideravelmente a vida populacional. Não quero entrar no mérito de qual destes dois caminhos é o melhor, porém a recomendação do Ministério da Saúde é para que fiquemos em quarentena.
 Diante disso, gostaria de apresentar uma história bíblica em que o povo de Deus também teve que ficar em quarentena. Interessante que essa história está presente em quatro partes na Bíblia e isto sugere o nível de relevância deste relato histórico. Encontramos ela em Isaías 36-37, 2 Reis 18-19, 2 Crônicas 32 e, possivelmente, o Salmo 46. O que podemos aprender com este testemunho bíblico? Veremos a seguir.
No ano 701 a. C., o rei Ezequias, juntamente com toda a cidade de Jerusalém, foi forçado a uma “quarentena”, devido o cerco do rei assírio Senaqueribe que vinha com seu império impetuoso conquistando e destruindo vários povos no Antigo Oriente Próximo. Este mesmo império já havia arruinado com Israel, no Reino do Norte. Agora, devido ao rei Ezequias não se submeter a tirania dos assírios (2Rs 18.7), Senaqueribe com seus exércitos invade o Reino de Judá e conquista diversas cidades (Is 36.1-2) até chegar nas redondezas de Jerusalém, capital do governo judaíta. O comandante do exército assírio, Rabsaqué, com seus mais de cento e oitenta e cinco mil soldados cercam a cidade de Jerusalém com a estratégia militar de intimidar e enfraquecer a população que ficou confinada, sem poder sair para trabalhar e cultivar seu alimento.
O rei Ezequias estava diante de um grande problema. Cercado pelo inimigo ele não poderia sair da cidade e seu exército não tinha condições de medir forças contra os assírios. Ficar enclausurado por muito tempo ele também não suportaria pela escassez de alimento. O nosso ditado popular serviria para Ezequias: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Ele estava diante do imponderável, do imprevisível. A única solução estava na sua confiança em Deus.
Em 2 Reis 18.1-7, é apresentado um histórico do rei Ezequias. Podemos destacar que ele era temente a Deus, cheio de fé, seguia os mandamentos e isto possibilitou que fosse um homem bem-sucedido, diferente de muitos reis anteriores que haviam cometido diversos delitos e se afastado do Senhor. Contudo, diante da crise com os assírios podemos destacar uma primeira lição desta história: que ser fiel a Deus não nos livra de passar por tribulação. Por mais temente a Deus que Ezequias fosse não o impediu de passar por um grave problema. Outra questão importante de Ezequias é a sua liderança política e o seu discernimento ao prever um cerco desta proporção imposta pelos assírios. Ele desenvolveu uma engenharia de desviar um rio, através de um túnel, para dentro de Jerusalém. Ezequias
“mandou escavar um túnel para conduzir para dentro da cidade as águas da fonte Gion, que ficava fora dos muros da cidade. A superfície da fonte foi tapada. O túnel passava por baixo das muralhas de Jerusalém, conduzindo a água para um grande tanque, chamado de piscina de Ezequias (2 Reis 19.20)”.[1]
Isto possibilitou a cidade de Jerusalém resistir por muitos dias a quarentena imposta pelos assírios, pois eles tinham água e certa quantidade de alimento para manter uma certa “normalidade”. É provável que a referência ao “rio da cidade de Deus” declarada no Salmo 46.4 seja em alusão a “piscina de Ezequias”.
Em Isaías 36.4-22, o comandante Rabsaqué tenta intimidar o rei Ezequias e obrigá-lo a se render diante de toda a situação apresentada. Ele, inclusive, afronta o rei ao anunciar que não vale de nada Ezequias buscar ajuda no Egito (36.6) e nem em confiar no Senhor (36.7). Ele também se dirige ao povo dizendo para não confiar no rei, pois todos iriam morrer (36.12-20). Ezequias pediu apenas para o povo ficar em silêncio e não retrucar a afronta (36.21). Nas “entrelinhas” deste capítulo podemos perceber que o rei Ezequias incentivou o povo a confiar no Senhor (36.14-15).
Diante de toda crise instalada e perigo iminente, o rei Ezequias foi ao Templo buscar a direção de Deus. Na sua alma podemos perceber uma angústia latente:
“Este dia é dia de angústia, de castigo e de vergonha. Como se costuma dizer, chegou a hora de a criança nascer, mas a mãe não tem forças para dar à luz” (v.3).
Ezequias se sentia impotente diante da situação e a única solução estava em Deus. Se tem uma coisa que deixa o ser humano desestabilizado é a sua incapacidade de lidar e superar os problemas. Existem problemas que são possíveis de resolução, contudo existem alguns que só o Senhor para nos ajudar. E na oração de Ezequias podemos perceber que o seu limite chegou e agora era ora de confiar em Deus. E a resposta veio através do profeta Isaías:
“Não tenha medo por causa das palavras que você ouviu, com as quais os servos do rei da Assíria blasfemam contra mim. Eis que porei nele um espírito, e ele, ao ouvir certo rumor, voltará para sua terra; e lá eu farei que seja morto à espada” (37.6-7).
A palavra do Senhor vinda pelo profeta trouxe alívio ao coração do rei, pois toda afronta apresentada pelos assírios foi uma tentativa de ridicularizar o Deus de Judá. Na verdade, os assírios, com toda sua arrogância, mexeram com quem não deviam mexer. Eles blasfemaram contra o Senhor e a sentença contra eles veio por meio do profeta Isaías.
Para piorar ainda mais a situação dos assírios, o rei Senaqueribe enviou uma carta a Ezequias fazendo uma segunda ameaça dizendo para ele não confiar em Deus, pois não iria salvá-lo desta situação.
“Digam a Ezequias, rei de Judá: ‘Não deixe que o seu Deus, em quem você confia, o engane, ao dizer: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria’” (37.10).
Essa postura autoconfiante do rei assírio se dá pelo lastro de destruição que seu império já havia realizado ao dominar povos e destruir vários templos consagrados a diversos deuses. Na visão dele, Javé, o Deus de Ezequias, era mais um desses deuses que não tinha poder nenhum e nem impediria a destruição que ele projetava contra Jerusalém.
            Ao receber esta carta ameaçadora, Ezequias mais uma vez vai ao Templo do Senhor e ali faz uma oração (37.14-20). Neste momento Ezequias não demonstra mais aquela angústia e medo que permeava o seu coração. Ele já havia recebido a palavra do Senhor pela boca do profeta Isaías e esta palavra trouxe confiança ao seu coração. Além disso, ela trouxe uma outra perspectiva teológica ao rei, pois agora entende que o Senhor é o único Deus e que dispõe do controle de todas as coisas. Na própria oração ele reconhece que os Assírios destruíram muitos povos, inclusive destruindo seus deuses, porém ele faz uma ressalva: “porque não eram deuses, mas objetos de madeira e pedra, feitas por mãos humanas, por isso, os destruíram” (37.19). Ele concluiu a oração dizendo: “Agora, ó Senhor, nosso Deus, livra-nos das mãos dele, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor” (37.20). Conforme declara Motyer, “eis aqui um homem que conhece o seu caminho para o reino da fé. Por isso, ele começa por entregar tudo a Deus (v.14) e, depois, volta-se para pedir (15-20)”[2].
            Mesmo diante da “quarentena” imposta pelos assírios e correndo todo o perigo, Ezequias demonstra toda sua fé no Senhor que poderia dar a vitória a ele e seu povo. Depois que o rei orou a Deus, o profeta Isaías mais uma vez confortou o coração de Ezequias e como resposta divina lançou uma profecia final que sentenciou Senaqueribe e todo seu império. No final da profecia Isaías disse:
“Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma. Não virá diante dela com escudo, nem construirá rampas de ataque contra ela. Pelo caminho por onde vier, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará, diz o Senhor. Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e por amor do meu servo Davi” (37.33-35).
O que podemos perceber é que a fé e a oração foram cruciais para que Ezequias recebesse este consolo de Deus. Cabe ressaltar, que são nos momentos mais difíceis que Deus espera de nós a fé nele. E o testemunho de Ezequias revela um Deus que ouve e responde a oração do crente.
            Ainda em relação a profecia de Isaías, é importante destacar o “sinal” do Senhor para o rei Ezequias. A “quarentena” assíria iria trazer sérios prejuízos “econômicos” para o povo de Judá. Por isso, o “sinal” é uma orientação sobre como se portar depois que a “quarentena” acabar, ou seja, o processo de restauração do reino que se daria com o tempo: “neste ano, se comerá o que nascer espontaneamente e, no segundo ano, o que daí proceder. Mas no terceiro ano semeiem e colham, plantem vinhas e comam os seus frutos” (37.30). A perspectiva era de três anos para que conseguissem recuperar a “economia” e as atividades trabalhistas voltarem ao normal.
            Logo depois de lançada a profecia, o texto diz que o “Anjo do Senhor” matou uma quantidade de cento e oitenta e cinco mil soldados assírios. O Senhor cumpriu a sua profecia derrotando aqueles que haviam afrontado a ele e ao seu povo. Alguns historiadores afirmam que a forma que Deus agiu para matar os assírios foi com a proliferação de alguma doença contagiosa[3], talvez vinda de algum animal (rato?). Independente da forma, o que se sabe é que Deus interviu diante de um grave problema que colocava seu povo em risco. Para completar a profecia, o rei Senaqueribe que havia fugido de volta para o seu país, foi assassinado pelos seus próprios filhos e seu império começou a ruir de vez (37.38).

Conclusão: O que aprendemos com Ezequias em sua quarentena?
            Diante do clima de medo e insegurança que vivemos no mundo devido a pandemia do COVID-19, a história do rei Ezequias serve de testemunho para nortear nossas vidas para a superação deste grave problema. Podemos apontar algumas lições da história bíblica.
1º) Confiar em Deus. Diante de uma situação praticamente impossível de vencer, Ezequias percebeu que o único recurso que tinha era confiar em Deus e tal atitude o possibilitou a experimentar um grande livramento vindo da parte do Senhor e que serviu de referência para outras nações (Veja Sl 46.8-10). Ele orou e confiou. Por isso, oremos e confiemos que o Senhor está cuidando de nossas vidas.
2º) Palavras de ânimo. Em tempos de crise é natural as pessoas ficarem com medo e até se desesperarem. O texto bíblico nos ensina a importância de apregoarmos palavras de ânimo. 1º foi Ezequias que procurou acalmar o povo, sugerindo confiar no Senhor (Is 36.14) e 2º foi o profeta Isaías que por duas vezes levou a palavra do Senhor a Ezequias para confortar e encorajar seu coração. Que sejamos pregadores de palavras de ânimo e coragem.
3º) Saber a hora de ficar em silêncio. Já dizia o Pregador: “tempo de ficar calado, tempo de falar...” (Ec 3.7b). Diante da afronta e das palavras ameaçadoras dos assírios, Ezequias mandou o povo ficar em silêncio (Is 36.21). Neste tempo de profunda crise sanitária que a nossa sociedade enfrenta, somos bombardeados quase que diariamente com a polarização política. Palavras de todos os lados surgem com várias notícias falsas e afrontadoras. Não é tempo de nos dividirmos, de brigar por política. Não aceite as provocações. Cuidado com o que você fala ou compartilha nas redes sociais. Por isso, em certos momentos devemos nos silenciar para evitarmos maiores tensões.
4º) Prudência. Ezequias confiava em Deus, mas isso não o levou a uma atitude radical de sair da cidade e enfrentar os assírios. Ele poderia pensar: “Se Deus está do meu lado, então eu vou sair da minha casa e encarar o inimigo”. Ele não fez isso. Pelo contrário, Ezequias buscou a orientação de pessoas mais sábias, como o profeta Isaías. Também procurou alternativas para minimizar os impactos daquela crise ao desviar as águas do rio para a cidade. Na crise Deus nos dá a oportunidade de buscarmos alternativas inteligentes para vencer os problemas.
5º) Planejar a reconstrução. Os assírios destruíram várias cidades em Judá e trouxe vários prejuízos no entorno da cidade de Jerusalém. A quarentena imposta por Senaqueribe devastou muitas fontes de alimentação do povo. Mas o próprio Deus, através do profeta Isaías orientou ao rei a como se planejar para a reconstrução do reino de Judá após a quarentena (Is 37.30). Por isso, sabemos que também enfrentaremos uma crise muito grande após a quarentena causada pelo COVID-19, porém assim como Ezequias devemos ter a esperança e planejamento para a reconstrução.

Que Deus nos dê a vitória neste tempo de quarentena!

Referência Bibliográfica
BÍBLIA SAGRADA. Tradução Nova Almeida Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.
BORTOLINI, José. Conhecer e rezar os Salmos: comentário popular para os nossos dias. São Paulo: Paulus, 2006.
MOTYER, J. Alec. O comentário de Isaías. São Paulo: Shedd Publicações, 2016.
PROVAN, Iain; LONG, V. Pilips e LONGMAN III, Tremper. Uma História Bíblica de Israel. São Paulo: Vida Nova, 2016.


[1] BORTOLINI, 2006, p.196.
[2] MOTYER, 2016, p.376.
[3] Cf. BORTOLINI, 2006, p.196.